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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Teologia do Livro de Daniel

LIVRO DE DANIEL, TEOLOGIA, ESTUDO BÍBLICO, TEOLÓGICO
Daniel é um dos livros mais controversos da Bíblia, mas sua mensagem é clara e inequívoca. Embora os estudiosos da Bíblia debatam temas como quando ele foi escrito e se é historicamente exato, o Livro de Daniel sempre chama o povo de Deus em cada geração a fidelidade.

Daniel é o único livro do Antigo Testamento escrito completamente em linguagem apocalíptica. Como tal, Daniel é semelhante ao livro do Apocalipse, no Novo Testamento, que é o documento mais antigo realmente reivindicando o título de “apocalipse” ou “revelação”. Nesse sentido, Daniel faz uma ponte importante entre os Testamentos. Daniel, assim como outros profetas do Velho Testamento, está preocupado com a aliança do Sinai (9:11, 13, 15) e com a mensagem social de base de outros profetas (4:27). Ao mesmo tempo, ele lida com as questões do futuro distante de uma forma que estabelece o padrão para as profecias do Novo Testamento.

A posição original de Daniel no Antigo Testamento também pode ser visto em seu propósito. Ao contrário de outras profecias do Antigo Testamento, este livro não chama os seus leitores a arrepender-se e a levar uma vida nova. A preocupação de Daniel é a fidelidade consistente entre os fiéis, a obediência continuada entre o povo de Deus em momentos de dificuldade.

O livro de Daniel tem duas partes visíveis: as narrativas históricas dos capítulos 1-6 e as visões dos capítulos 7-12. As histórias da primeira metade referem-se aos eventos de Daniel e seu ministério junto dos tribunais estrangeiros da Babilônia e da Pérsia. As visões da segunda metade são os relatos pessoais de Daniel datado para a parte posterior de sua vida.

As narrativas dos capítulos 1-6 têm em comum um tema único: Daniel e seus três amigos com êxito em testemunhar a sua fé diante de um mundo hostil. Embora as circunstâncias sejam muitas vezes desagradáveis, estes jovens de forma consistente permanecem de pé em favor da justiça. No processo, eles consideram que Deus é fiel. A seção histórica em formas gerais possui uma teologia da história em que Deus oferece àqueles que representam fielmente a Ele no mundo e humilha os orgulhosos que falham em reconhecê-lO.

Embora as visões dos capítulos 7-12 são, em geral, menos conhecidas que as histórias da primeira metade, eles ainda contêm passagens individuais que se destacam por sua importância teológica. A visão do capítulo 7 retrata a Deus como “o Ancião de Dias”; outra figura é chamada de “o Filho do Homem”, uma designação aplicada ao próprio Jesus (Mt 16:27, 24:30, 26:64, Marcos 8:38 ; 13:26, etc). A interpretação tão debatida da visão do capítulo 9, compreende a passagem das “setenta semanas de anos” (vv. 24-27). A visão concludente contém a única referência explícita do Antigo Testamento a ressurreição (12:1-3).

Há pelo menos quatro temas que dominam este livro: a soberania de Deus, o orgulho auto-destrutivo da humanidade, a vitória final do reino de Deus e a vinda de Seu servo, o Messias.


Fonte: Baker's Evangelical Dictionary of Biblical Theology. Editado por Walter A. Elwell. Obs: Essa matéria é muito grande e será dividida em seções. N do T.
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